segunda-feira, 18 de março de 2013

Austeridade volta a atingir Função Pública em 2013



Em 2011, os funcionários públicos sofreram um corte nos salários. Em 2012, mantiveram os cortes e ainda perderam os subsídios. Em 2013, têm um subsídio cortado, o outro distribuído por 12 meses, um agravamento da contribuição para a Segurança Social em sete pontos percentuais (para 18%) e, além disto tudo, ainda é de esperar que a idade de reforma aumente além do previsto e que haja uma aproximação do regime laboral ao do sector privado. O Governo ainda não esclareceu nenhuma destas intenções, mas já apontou alguns caminhos. Conheça as medidas que afectam os funcionários públicos.


1 - Idade de reforma pode subir 
Este ano, os funcionários públicos podem passar à reforma (não antecipada) aos 63 anos e seis meses. Em 2014, a idade subiria para 64 anos, de acordo com o processo de convergência com as regras do sector privado, que deveria terminar em 2015, nos 65 anos. Mas Vítor Gaspar já garantiu que será "acelerada a convergência de regimes de protecção social dos funcionários públicos com as regras do regime geral da Segurança Social". Quer isto dizer que a idade de reforma poderá aumentar para 65 anos em 2013, embora o Ministério das Finanças não tenha esclarecido este ponto.

Se assim for, é de esperar uma corrida às reformas ainda este ano, para evitar mais cortes na pensão. É que a pensão antecipada é penalizada em 0,5% por mês (6% ao ano) face à idade de reforma estipulada para cada ano. A medida vai naturalmente implicar cortes acrescidos para quem se reformar antecipadamente a partir de 2013.

No sector privado, as pensões antecipadas já estão congeladas (excluindo casos de desemprego). Falta saber se a Função Pública será abrangida por esta opção, mas esse caminho poderia dificultar as saídas do Estado, que continuam a ser um objectivo do Governo. A convergência também pode afectar prestações sociais, como o subsídio de doença ou de maternidade, que continuam com regimes distintos. O ministro das Finanças também garantiu que haverá uma "racionalização significativa" dos regimes da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações" no acesso, condições e controlo de prestações.


2 - Contratos a prazo não serão renovados
O processo de redução de estruturas e do número de funcionários públicos também será acelerado, face ao actual objectivo de 2% ao ano. Além da contenção nas entradas e da gestão de saídas por aposentação, o Governo prepara-se para agir sobre os contratos a prazo. Além disto, tenciona usar um novo mecanismo que estará disponível no próximo ano: as rescisões amigáveis.

3 - Regime laboral não prevê despedimentos
A convergência entre sector público e privado também vai continuar em matéria de regimes laborais. O Diário Económico sabe que não está prevista qualquer medida em matéria de despedimento nem de alargamento do subsídio de desemprego a estes grupos.

No entanto, ainda há várias matérias que continuam a separar os funcionários públicos dos trabalhadores do sector privado. Os funcionários públicos continuam a ter mais dias de férias e menos horas de trabalho, por exemplo. Embora já esteja no Parlamento um diploma que dá mais um passo na convergência, o Governo deu a entender que poderá ir mais longe. Este diploma prevê, por exemplo, a possibilidade de rescisões por mútuo acordo no Estado, o corte de feriados (como previsto no Código do Trabalho) e os regimes de bancos de horas.


4 - Suplementos remuneratórios revistos
As componentes salariais excluídas da remuneração dos trabalhadores vão ser "racionalizadas". Em causa podem estar vários suplementos remuneratórios.

5 - Cortes salariais continuam em 2013
Além disto tudo, os funcionários públicos vão manter o corte médio de 5% nos salários acima de 1.500 euros, que já vem de 2011. Este ano, os trabalhadores viram ainda reduzidos, ou suspensos, os subsídios de férias e de Natal e, no próximo ano, esta medida mantém-se, mas com contornos diferentes. Um dos subsídios continua retido e o outro é devolvido, diluído em 12 meses; no entanto, sobre os salários recairá um desconto de 18%, ao invés dos actuais 11%. No final do ano, o rendimento destes trabalhadores será, então, o mesmo de 2012, garante o Governo. Mas para tal serão necessárias mexidas nos escalões e nas tabelas de IRS. Além disso, o próprio primeiro-ministro já anunciou que para os trabalhadores de rendimentos mais baixos será criado um crédito fiscal. Os pensionistas também terão a vida dificultada, já que passam a contar com um corte entre 3,5% e 10% nas pensões acima de 1.500 euros.



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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Exame para técnicos de contas anulado por conter respostas



  
O exame de admissão à Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) foi parcialmente anulado por algumas perguntas de escolha múltipla incluírem também as respostas. Em declarações ao Jornal de Notícias, o bastonário da OTOC assegurou que se tratou de “erro humano” e que, por isso, “vai ser instaurado um inquérito”.

Os mais de mil licenciados que no sábado faziam o exame de admissão à Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas ficaram surpreendidos quando verificaram que algumas das perguntas de escolha múltipla tinham incluídas as respetivas respostas corretas. Este erro, o “primeiro em nove anos”, garante o bastonário da OTOC, vai levar à abertura de um inquérito “para apurar a origem da falha de forma a que nunca mais se repita”.

Para compensar os examinandos que se deslocam às respetivas capitais de distrito e regiões autónomas para realizar o exame, a OTOC está a ponderar pagar as deslocações para que seja realizada novamente a segunda parte do exame, referiu o bastonário Domingues de Azevedo.

O exame em causa tinha três versões diferentes – A, B e C – e estava dividido em duas partes. Tudo decorria de forma normal até que os examinandos com a versão C chegaram à segunda parte do teste. Nesta, as respostas corretas estavam sombreadas. Domingues de Azevedo explicou ao JN que as respostas do exame “são sombreadas, o problema é que na versão C esqueceram-se de tirar do computador esse elemento diferenciador”.

Por seu lado, os examinandos consideram  este erro “uma vergonha” e garantiram que “muitos foram prejudicados e há quem se tenha deslocado de outros países, como a Suíça, para fazer o exame”.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

PJ detém cinco suspeitos de fraude de mais de um milhão de euros


Três homens e duas mulheres ligados à actividade médica e farmacêutica foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita de falsificação de documentos e burla qualificada, tendo lesado o Estado em mais de um milhão de euros.
Os detidos passavam receitas fraudulentas para medicamentos comparticipados em grandes percentagens pelo Estado e apropriavam-se dessa quantia comparticipada, segundo afirma a PJ em comunicado. Até ao momento, foi apurado um prejuízo “superior a um milhão de euros”, diz a mesma nota.
A detenção ocorreu na sequência de uma investigação levada a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, em colaboração com o Ministério da Saúde. Nessa investigação foram realizadas 21 buscas a residências onde eram praticadas as fraudes e a viaturas. Foi também apreendido material relacionado com a actividade criminosa e ainda cinco viaturas, que terão sido adquiridas pelos suspeitos com o dinheiro resultante dos crimes.
Os detidos têm entre 42 e 70 anos e vão ser ainda nesta quinta-feira presentes a tribunal para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coacção. A PJ promete continuar a investigação para “determinar, com rigor, todas as condutas criminosas, o seu real alcance, bem como o prejuízo total delas decorrente”.
Já no ano passado, em Junho, a PJ desmantelou, através da operação Remédio Santo, outro esquema de fraude e falsificação de documentos que envolvia dois médicos, cinco delegados de informação médica, dois armazenistas e uma pessoa que fazia a ligação entre os restantes elementos do grupo. Os dez detidos terão lesado o Estado em cerca de 50 milhões de euros.


FONTE:
Publico

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Coimas para quem não pedir fatura



A alteração efetuada pelo DL 197/2012, nos seus artigos 5º e 6º, aos artigos 115º do IRS e 132º do IRC, generaliza a obrigação do adquirente, exigir recibo ou fatura/fatura simplificada por cada aquisição que efetue.

Não exigir do respetivos documentos constitui contraordenação punível com coima entre €75 a €2000.

Anteriormente a obrigação, nunca controlada que eu saiba, cingia-se aos pagamentos efetuados  a sujeitos passivos de IRS com rendimentos empresariais e profissionais do art.º 3. Agora tal obrigação é alargada às aquisições efetuada a  todos os sujeitos passivos coletivos

Não sei se agora à semelhança de outros países europeus, como a Itália, os adquirentes irão ser controlados à saída das lojas/discotecas/bares e outros estabelecimentos.

Com que recursos humanos se irá efetivará tal alteração legislativa? 



CIRS - Artigo 115.º-Emissão de recibos e facturas
[…]
4 - As pessoas que paguem rendimentos previstos no artigo 3.º (rendimentos empresariais e profissionais) são obrigadas a exigir os respetivos recibos ou faturas.(Redacção do D.L. nº 197/2012, de 24 de Agosto, com entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2013) 

CIRC - Artigo 132.º - Pagamento de rendimentos
[…]
2 — O disposto no n.º 4 do artigo 115.º do Código  do IRS é aplicável com as necessárias adaptações aos rendimentos sujeitos a IRC»

RGIT - Artigo 123.º Violação do dever de emitir ou exigir recibos ou facturas
1 - A não passagem de recibos ou facturas ou a sua emissão fora dos prazos legais, nos casos em que a lei o exija, é punível com coima de (euro) 150 a (euro) 3750. 
 2 - A não exigência, nos termos da lei, de passagem ou emissão de facturas ou recibos, ou a sua não conservação pelo período de tempo nela previsto, é punível com coima de (euro) 75 a (euro) 2000. 
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Testes de Contabilidade

Foram adicionados novos testes de contabilidade à pasta de testes do blog.

Continuo sem conseguir arranjar testes de informática (concursos para especialistas de informática da anterior DGITA).

Se alguém os conseguir arranjar, pode envia-los ao blog via email.
Penso que inúmeras pessoas agradeceriam.

Bom estudo